Greenpeace apóia área livre no porto
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quinta-feira, 01 de abril de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O movimento ambientalista Greenpeace deverá fazer uma manifestação pelo Porto de Paranaguá livre de transgênicos. Ativistas do movimento estarão presentes hoje, em Curitiba, na Assembléia Legislativa quando a Comissão de Fiscalização (CF) faz audiência pública com líderes nacionais para debater os problemas do porto.
De acordo com a integrante da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Gabriela Vuolo, ''é uma vergonha que o Paraná perca sua autonomia e sofra interferência do governo federal para exportar a soja transgênica''. De acordo com Vuolo, a disputa que está ocorrendo no Paraná já é de conhecimento internacional. Uma equipe de televisão francesa está em Paranaguá, documentando a resistência do porto.
Na audiência pública, estarão presentes o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Carlos Alberto Wanderley de Nóbrega; superintendente de Serviços de Transportes de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres, José Alexandre Nogueira Rezende; o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wilen Mantelli; o superintendente da Ocepar, João Paulo Koslowski; o presidente do Conselho de Administração Portuária, José Carlos de Oliveira Mendes; diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes, além de deputados federais e senadores.
O Porto de Paranaguá como a maioria dos portos do País são órgãos federais, cuja concessão para administração é delegada aos estados. A concessão federal para o governo do Paraná administrar Paranaguá vai até 2025, sendo que ela foi renovada no início de 2002. A Antaq é a agência fiscalizadora do sistema portuário nacional e está cobrando o cumprimento de ordens e leis federais sobre os transgênicos.
A disputa no Porto de Paranaguá para exportar a soja transgênica está chamando a atenção da indústria, segmento portuário como um todo e da agroindústria já que uma turbulência no escoamento da safra provocada pela recusa do porto em exportar a soja transgência pode comprometer a operação dos demais portos brasileiros. O Porto de Paranaguá se transformou no maior corredor de exportação de produtos agrícolas da América Latina, responsável pelo escoamento de um terço dos grãos produzidos no Brasil. Este ano a produção brasileira deve chegar a 130 milhões de toneladas, conforme estimativa da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab).


