Ribeirão Preto - O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) confirmou que, em 2005, seis novos municípios do Estado de São Paulo registraram casos de greening ou hunglongbing, elevando para 51 o número de cidades com pomares contaminados. Os novos municípios com registro de greening são Anhembi, Dourado, Porto Ferreira, Monte Alto e Mococa, todos em pontos diferentes do parque citrícola comercial, o que aponta a falta de controle da doença.
As constatações foram comprovadas em laboratório por testes de PCR (Reação de Polimerase em Cadeia, em português), método que consegue detectar e identificar o DNA das bactérias causadoras do greening, por ser muito sensível. O greening é causado por uma bactéria, a Candidatus liberibacter, que atinge o sistema vascular responsável pela condução da seiva na planta e os sintomas são: amarelecimento em ramos, seguido de desfolha e queda de frutos, que também apresentam tamanho reduzido e deformidade.
Parte dos novos casos de greening foi descoberta com a ajuda dos próprios citricultores que enviam amostras de folhas suspeitas ao Fundecitrus. De setembro de 2004 a março de 2005 foram avaliadas, segundo levantamento da entidade, 474 amostras de plantas.
O Fundecitrus sugere ao citricultor que faça uma pré-identificação nas folhas a serem enviadas para análise, para que não haja confusão com outras doenças, ou com falta de nutrientes, como zinco, manganês e cobre. Na dúvida, os produtores podem consultar o Fundecitrus pelo telefone 0800-112155, pelo site www.fundecitrus.com.br, ou pelo manual sobre o greening distribuído e disponível nas casas de agricultura das cidades.
Desde o mês passado, o governo federal obriga que as plantas com greening sejam erradicadas e que sejam sempre utilizadas novas mudas com certificado de sanidade nos pomares. Instrução normativa do Ministério da Agricultura obriga o citricultor a arrancar as plantas contaminadas em um prazo de 15 dias após a constatação. Apesar de valer em todo o Brasil, a obrigatoriedade atinge basicamente os citricultores paulistas, estado que concentra a maior parte da produção e todos os casos relatados da doença até agora. Além da erradicação, o citricultor está sujeito a uma multa prevista pela legislação que regulamenta a Defesa Sanitária.

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