Gravura não pode ser banalizada, diz arquiteto
Segundo o arquiteto Marcelo Melhado, tanto as gravuras reproduzidas graficamente quanto as assinadas por artistas são boas opções para quem quer ter em casa ou no escritório trabalhos de grandes artistas. É uma forma de se obter uma obra de arte por custos relativamente baixos, observa.
Ele explica que as gravuras assinadas são feitas em número limitado e podem ter diferenciação de valor. Dentro de cada série, as primeiras são sempre mais valiosas que as últimas. Também têm maior valor as P.As (provas de autor), que foram revisadas pelo artista, informa.
Todas essas informações constam na própria gravura. E precisam ficar à mostra para valorizar o trabalho. Para não ficar banalizada, a gravura tem que ser trabalhada como gravura mesmo, com a inscrição que vem nela, a licença da cópia. O importante é que a pessoa (que entrar no ambiente) bata o olho e veja que aquilo é uma gravura, que aquilo foi feito com honestidade, afirma Melhado.
Para ele, as gravuras também são interessantes para quem quer iniciar uma coleção de obras de arte. Por que não começar pelas gravuras?. O arquiteto destaca que é possível achar no mercado bons trabalhos de artistas consagrados como também daqueles que ainda não são tão reconhecidos.
Na hora de dispor as obras em casa ou no local de trabalho, alguns detalhes devem ser observados. Uma dica é nunca colocar na mesma parede um óleo sobre tela e uma gravura. Pode até ser no mesmo ambiente, mas não na mesma parede. São técnicas diferentes e, além disso, um é original e único (tela) e o outro não, diz. (G.M.)





