Curitiba - As granjas avícolas do Paraná estão sendo orientadas para evitar visitantes ou mesmo contatos comerciais oriundos de países asiáticos, que não tenham cumprido o período de quarentena no Brasil, conforme estabeleceu o Ministério da Agricultura. Também deverão evitar o acesso de veículos ao interior dos incubatórios sem passar por dedetização com inseticida.
Essas são medidas de precaução que estão sendo orientadas pela União Brasileira de Avicultura (UBA) e Associação Brasileira dos Exportadores de Frango, entidades preocupadas em evitar a contaminação da influenza aviária, a chamada ''gripe do frango''. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, a UBA está recomendando inclusive que empresários brasileiros evitem se deslocar até os países asiáticos onde está o foco da doença. ''Se for necessária a viagem, então que cumpram o período de quarentena que é ficar 40 dias sem pisar num aviário ou incubatório brasileiro'', afirmou.
Os portos e aeroportos do Paraná ainda não estavam adotando medida de precaução contra a entrada de aves ou derivados dos países asiáticos. Martins considerou a normatização do Ministério da Agricultura oportuna, diante da possibilidade de deslocamento do vírus da doença. O empresário salientou, porém, que o Brasil não é importador desses produtos e sim exportador. ''O importante é a quarentena e a preservação dos aviários nacionais'', destacou.
Se por um lado a preocupação com a sanidade dos aviários é redobrada, por outro lado os produtores comemoram a iminência de abertura de novos mercados. Segundo Martins, Vietnã e Tailândia, onde foram registrados focos da ''gripe do frango'', são fortes produtores de aves e exportam para os demais países asiáticos. Com isso, os países importadores tendem a buscar novos fornecedores como o Brasil, Estados Unidos e França.
Nessas primeiras semanas de 2004 aumentou a procura de representantes do Japão e Coréia para firmar contatos e contratos para importação de aves brasileiras. Também a Rússia está sinalizando que vai retomar as importações de aves do Brasil.
Segundo Martins, a expectativa de novos negócios para este ano já era promissora. As exportações brasileiras que hoje incidem em 27% da produção, tinha como meta a expansão para 33% da produção. Agora, o empresário acredita que a expansão poderá ser maior do que o previsto. No Paraná, o frango já se destaca como terceiro produto mais exportado do Paraná, atrás apenas da soja e do carro.

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