Grandes Rios também decreta estado de emergência
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quinta-feira, 03 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O município de Grandes Rios (110 quilômetros ao sul de Apucarana) pode ser o próximo a decretar estado de emergência em razão dos prejuízos financeiros causados pela suspeita de febre aftosa. Segundo informações do gabinete da prefeita Eliane Luiz Ricieri (PMDB), a medida pode ser adotada, ainda hoje, caso o resultado dos exames feitos pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Belém do Pará, não seja divulgado.
Grandes Rios é um dos quatro municípios considerados, inicialmente, como área de risco sanitário para a febre aftosa, junto de Amaporã, que já decretou emergência, Maringá e Loanda. Quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do município é originário da agropecuária. O rebanho de bovinos é constituído de aproximadamente 95 mil cabeças e a produção diária de leite chega a 30 mil litros. Existem dois laticínios na cidade, que continuam comprando parte da produção, mas estão estocando o leite.
Técnicos da Prefeitura de Grandes Rios estão acompanhando as condições sanitárias da propriedade onde estão os 16 animais suspeitos de ter contraído a febre aftosa. Segundo a assessoria de gabinete, o gado não tem apresentado nenhum sintoma da doença. Mesmo assim, está sendo constituído um Conselho de Sanidade Agropecuária para reforçar a fiscalização e fazer o levantamento que poderá subsidiar, tecnicamente, a decretação do estado de emergência.
Ontem, a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento divulgou, oficialmente, o laudo preliminar dos exames feitos em amostras de soro colhidas de animais de propriedades de Maringá, Loanda, Grandes Rios e Amaporã. Das 106 amostras analisadas a partir de dois métodos distintos, 19 apresentaram alguma reação positiva. A nota técnica da secretaria destaca que os resultados ''não oferecem informações suficientes para diagnóstico conclusivo das suspeitas''. Novos exames de isolamento viral estão sendo realizados.
Greve - A adesão dos fiscais federais agropecuários que atuam no Paraná (cerca de 230 servidores) à greve nacional não irá comprometer os serviços essenciais no controle de zoonoses como a febre aftosa e a gripe aviária. A informação é do fiscal Alexandre Bastos, que integra o comando de greve no Estado. Segundo ele, os servidores garantiram que os fiscais que estão trabalhando nas barreiras sanitárias não irão aderir à greve. A equipe, inclusive, será reforçada, caso haja necessidade.
''Nosso objetivo não é o de comprometer nenhum serviço. A greve é pela necessidade de fortalecer o Ministério da Agricultura'', declarou Bastos. ''Mas é lógico que a paralisação acaba prejudicando algumas ações como a liberação para exportações e abate de animais'', acrescentou.


