'Grandes redes impõem preços'
O consumidor de Curitiba assumiu uma postura de bonzinho e com isso as grandes redes de supermercados encontram facilidades para impor preços abusivos, além de não se preocuparem com a qualidade do atendimento. A afirmação é do coordenador do Procon, Naim Akel Filho, que prometeu fazer uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor nos supermercados, no início do ano que vem.
Segundo Akel, o consumidor reclama bastante do atendimento, qualidade e preços dos produtos nas grandes redes de supermercados, mas não formalizam a reclamação no Procon. Telefonemas, recebemos muitos. Mas a presença do consumidor formalizando a denúncia são poucas, constatou.
Akel concorda que o consumidor não é estimulado a formalizar a denúncia diante das dificuldades de contato com o Procon. Mas adiantou que está providenciando equipamentos que vão reverter esse quadro. O Procon vai instalar uma nova central telefônica que atenderá ligações de consumidores durante 24 horas nos sete dias da semana.
Além disso, o órgão quer estimular o consumidor a denunciar com mais frequência as situações de constrangimento nos supermercados. Essas situações ocorrem, na maioria das vezes, em função da ausência da máquina de leitura de código de barras que identifica os preços dos produtos antes dele passar no caixa. O consumidor compra um produto na prateleira acreditando que é um preço e chega no caixa o preço é outro. O consumidor deve deixar de comprar em supermercados que geram a antipatia do cliente, orientou Akel.
Ele aposta que em breve todos os supermercados terão que exibir os preços nas mercadorias. Já existe determinação judicial nesse sentido em outros Estados e, aqui no Paraná, o julgamento encontra-se em última instância. Nas anteriores, a ação foi perdida e deverá perder novamente, afirmou. O telefone do Procon é 0800-411512. (V.C.).





