Grandes redes esperam vendas maiores
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sexta-feira, 09 de maio de 1997
Agência Estado de São Paulo 
O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não tem influído no movimento do comércio para o Dia das Mães, mas a expectativa de vendas é variada no varejo. Enquanto nas grandes redes os resultados estão melhores do que no ano passado, nas lojas menores o desempenho das vendas estava sendo considerado fraco.
Uma sondagem da Federação do Comércio do Estado de São
Paulo, feita durante a semana basicamente com o pequeno e médio varejo de rua, mostra que a expectativa com o Dia das Mães é de uma queda no faturamento real de 5% em relação ao mesmo período de 96. Para o segmento de duráveis, a estimativa é de uma redução de 8% nas vendas e no comércio de semiduráveis, uma retração de 2%. Ninguém está repassando o aumento do IOF e o cenário já é ruim, diz o economista Vladimir Furtado, da Federação do Comércio.
No fechamento do mês o esperado é uma queda de 4% nas
vendas. A situação é melhor na comparação com abril. Neste caso o comércio estima um crescimento geral de 7%. O segmento de duráveis espera ter um aumento de vendas de 13% e de semiduráveis, de 22%. Nas compras de Dia das Mães a pesquisa também apurou que 7% dos pagamentos devem ser à vista, 48% com cheques predatados, 19% com cartão de crédito e 26% através de crediário.
Uma avaliação preliminar da Associação Comercial de São
Paulo mostra um quadro de desaceleração gradual das vendas em maio na capital paulista, embora os números ainda sejam positivos. De 1 a 8 as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) estão 37,4% superiores em relação ao mesmo período do ano passado e as consultas ao Telecheque são 20,6% maiores. A desaceleração é percebida na comparação abril/abril, quando o SPC apresentava variação de 46,6% e o Telecheque, de 24%.
No segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos o
movimento foi grande durante a semana. Em uma grande rede nacional de eletrodomésticos, as vendas estão 15% superiores ao ano passado e a maior procura era por eletroportáteis e microondas e, em menor volume, por geladeiras, televisores e videocassetes. Para o diretor da rede, Natale Dalla Vecchia, a queda de preços dos eletroeletrônicos em geral no último ano tem impulsionado as vendas. Ele lembra, por exemplo, que os aparelhos de microondas tiveram redução de preços em torno de 30%.
Em outra rede nacional, a expectativa era de um crescimento de 10%
nas vendas e os produtos que despertavam o maior interesse também eram os eletroportáteis, microondas, aparelhos de limpeza a vapor e aparelhos de som. O movimento está bom e até agora não recebemos instrução da financeira para repassar o aumento do IOF, diz o diretor Girz Aronson.
O gerente de uma cadeia de lojas de eletros, onde o IOF já havia sido repassado para as
compras a prazo, a estimativa também era de crescimento de vendas na comparação com o ano anterior. Nas lojas de roupas, sapatos e jóias e nos shoppings, o movimento começou a crescer ontem. Durante a semana os lojistas reclamaram de vendas fracas.


