Grandes marcas, atitudes pequenas
São Paulo - Em 2001, uma pesquisa da Fundação Procon de São Paulo mostrava que um pacote de bolacha da marca Triunfo havia começado a ser vendido com 180 gramas, em vez das 200 habituais, e que os rolos de papel higiênico das marcas Neve e Personal haviam tido a metragem reduzida de 40 para 30 metros. De lá para cá, diversas empresas foram autuadas por promover maquiagem em seus produtos. Entre as empresas que já foram acusadas de maquiar produtos estão a Hewlett-Packard, a Pepsico do Brasil (Elma Chips) e a Johnson & Johnson.
O DPDC do Ministério da Justiça recebeu denúncias de mudanças nos pesos e medidas de cartuchos para impressora (HP), pacotes de salgadinhos (Elma Chips) e absorventes higiênicos (J&J). Contando essas três empresas, desde 2000 o DPDC instaurou nada menos do que 29 processos contra fabricantes que sofreram acusações semelhantes. Casos como esses são cada vez mais raros, mas Sérgio Giannella, do Procon, lembra que alguns fabricantes de papel higiênico lançaram pacotes com rolos de 20 m (metade da metragem tradicional). Apesar da mudança, esses fabricantes não estão agindo contra a lei. ''Estão lançando produtos novos, não modificando a metragem de outro que já existia. O consumidor é que tem de avaliar se vale ou não a pena pagar o preço cobrado por eles.'' (AE)





