Grandes distribuidores perdem mercado
Agência Estado
Os principais distribuidores de combustíveis no mercado brasileiro tiveram uma perda de sete pontos porcentuais em menos de quatro meses. Para eles, isso significa perder US$ 3,5 bilhões em receitas. Em dezembro de 1998, os grandes distribuidores detinham 80% do mercado nacional, número que caiu para 73% no mês de abril deste ano.
Conforme revelação do Sindicato Nacional dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom) - que representa as principais companhias do setor -, a redução aconteceu por causa dos produtos mais baratos vendidos pelos distribuidores de menor porte.
O Sindicom aponta como razões das perdas a adulteração nos combustíveis e as liminares obtidas por 43 pequenos distribuidores para o não pagamento do PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Essa é a nova maneira que os pequenos têm usado para baratear o preço dos produtos para os consumidores, segundo o Sindicom. O não recolhimento desses impostos representa R$ 500 milhões em valores anualizados, diz o coordenador do grupo de combate ao comércio irregular do Sindicom, Alísio Vaz.
Alguns pequenos distribuidores começaram a adulterar os combustíveis, diz Vaz, conseguindo com isso vender seus produtos a preços menores do que os dos grandes distribuidores - Petrobrás, Shell, Ipiranga, Texaco e Esso.
Na gasolina, o aumento do volume do produto ocorre com a adição de solventes, considerados subprodutos de petróleo, e com a mistura de álcool anidro, além do permitido por lei, de 24%. Há empresas que estão misturando em torno de 35% de álcool na gasolina, revela Vaz.





