A Copa do Mundo e a eleição presidencial em 2006 prometem alívio para o caixa do setor gráfico que fechou 2005 sem crescimento. A política econômica do governo Lula, os juros altos e a crise do agronegócio diminuiram a circulação de dinheiro no mercado e, indiretamente, prejudicaram o segmento. Na região de Londrina são 180 empresas que integram a seccional norte do Sindicato das Indústrias Gráficas do Paraná.
A MC Gráfica, instalada há 10 anos em Londrina, esperava um acréscimo de 10% no faturamento, o que não ocorreu. Segundo o gerente comercial Manolo Quero Volovickis, houve empate com o resultado de 2004. Mesmo assim, a gráfica contratou mão-de-obra temporária para atender a demanda dos produtos promocionais.
''A concorrência está forte e o serviço é muito especializado, o que aumenta a responsabilidade com a qualidade do produto'', comentou o gerente ao adiantar os planos da empresa de expandir os negócios para Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de manter o mercado paulista.
A Gráfica Universal é, provavelmente, uma exceção do ramo em 2005. Em comparação ao ano passado, a empresa aumentou o faturamento entre 15% e 20% graças à linha de produtos promocionais. De acordo com o gerente de vendas Bruno Jacob Costa, o balancete é superado mês a mês desde 2001.
''Na minha opinião, as empresas estão investindo mais na sua identidade visual'', justificou Costa ao citar, como exemplo, a produção maior de folderes, cartazes, panfletos, cartões, postais e os tradicionais calendários. Por causa disso, a gráfica substituiu as férias coletivas da última semana de dezembro pelo revezamento das equipes.
O ''calendário de parede'' continua entre os produtos mais pedidos nas gráficas. O segundo semestre também é aquecido pelos convites de formaturas e, nos últimos anos, até de casamento.
Para Reginaldo Cesar de Campos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Londrina e Região, 2005 foi um ano positivo porque o número de rescisões contratuais foi menor em relação ao exercício anterior. Segundo ele, a queda ficou entre 7% e 10% nos 50 municípios abrangidos pela entidade. ''A alta rotatividade do passado era consequência da capacitação da mão-de-obra. Por isso, as gráficas importaram muitos profissionais do Estado de São Paulo, especialmente da capital. Hoje, nossa categoria está mais consciente e habilitada'', justificou.

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