A assistente administrativa Claudinéia Batista dos Santos fez o primeiro curso de economia doméstica há pouco menos de três anos. Participou de mais duas palestras oferecidas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina, onde trabalha, nos anos seguintes. Hoje ela é dona de uma moto e comprou o terreno onde mora, ainda que financiado. "Quem é assalariado não consegue comprar tudo à vista, mas foi uma forma de investir meu dinheiro."
Ela conta que mudou de comportamento aos poucos. Ela seguiu todas as dicas, desde anotar até o pão francês que comprava para o café da manhã em uma planilha e descobriu que jogava fora mais da metade do salário. Trocou o almoço em restaurantes variados pelas refeições no Serviço Social do Comércio (Sesc) de Londrina. As saídas para comer uma pizza e para a "balada" foram reduzidas. "O pouco que você tira do salário, quando chega o fim do ano vira uma grande economia."
Em dúvida sobre como poupar, Claudinéia seguiu o conselho de amigos e investiu no consórcio de uma moto. Ela não tinha carteira de habilitação, mas guardou dinheiro para fazer o curso e pagar pelas provas. Quando foi sorteada, já podia guiar o veículo e até pensou em vender a carta de crédito, mas resolveu ficar com o bem. "No fim do plano ainda peguei R$ 200 de volta pelo fundo de reserva."
Compras de roupas ou de outro produto que precise são feitas apenas no fim do mês. "O vendedor tem metas a atingir e aproveito para pedir desconto à vista", conta. Tantos macetes possibilitaram que a assistente administrativa parcelasse um terreno de R$ 24 mil, que valorizou e que hoje valeria mais de R$ 120 mil. Hoje ela diz que é bom investir desde jovem, para curtir a vida com segurança. "Meu salário não é grande, é como de um trabalhador do comércio, mas moro sozinha, pago tudo sozinha e consegui fazer tudo isso." (F.G.)

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