Governos temem extensão da crise asiática na A.L.
Hector MataReflexos da criseImagem do presidente do México, Ernesto Zedillo, no telão, durante o seu discurso ontem no CanadáOs países latino-americanos membros da Apec também devem ocupar parte dos debates de hoje e amanhã para discutir os reflexos da crise asiática nas economias dos países da região.
Ontem, os presidentes do Chile, Eduardo Frei, e do México, Ernesto Zedillo, chegaram a Vancouver para participar do fórum. De acordo com informações divulgadas pelas assessorias das duas delegações, os presidentes pretendem expor alguns fatores que levaram seus países a superar crises semelhantes à vivida pelo Sudeste Asiático atualmente.
No caso do México, por exemplo, a busca de ajuda externa - FMI e EUA - deve ser citada como um dos principais recursos para contornar a crise. Outros países latinos como Peru, Colômbia, Equador e Panamá, que não fazem parte da Apec, também enviaram representantes ao Canadá para assistir às discussões entre os líderes de governo.
Esses países latino-americanos presentes ao fórum de Vancouver temem novas consequências para a região devido à crise global. Os dirigentes latino-americanos estão interessados especialmente na situação atual das grandes potências como Coréia e Japão, apontados pelos especialistas como próximas vítimas dos problemas financeiros da Ásia.
Não é apenas a desaceleração da economia asiática que afeta os países na América Latina. O comércio entre esses países é outro ponto de preocupação. A economia dos países membros do Mercosul, por exemplo, tem boa parte de suas vendas - aproximadamente 20% - dirigidas ao Sudeste Asiático. O temor é de que haja uma queda brusca das exportações.





