O governo federal anunciou ontem que dará incentivos fiscais à indústria automotiva até 2017, desde que as montadoras se comprometam a investir no desenvolvimento de tecnologias e no setor no País. As exigências mais importantes são para o desenvolvimento nacional de veículos que consumam 17,26 km por litro de gasolina ou 11,96 km/l de etanol, a aplicação de recursos em pesquisa no País e o aumento do número de etapas da fabricação localmente.

A medida, que passa a valer em 1º de janeiro de 2013, foi aprovada pelos fabricantes. Com isso, a tendência é a criação de mais empregos especializados no País e com salários maiores, diz o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) de Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira.

Com o aumento neste ano do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 30 pontos percentuais, o governo propôs cortar o mesmo valor para indústrias que usarem mais peças nacionais ou do Mercosul. Caso a montadora crie tecnologia para carros mais econômicos ou mais seguros, deve receber mais descontos de até dois pontos percentuais.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, diz que a regulamentação possibilita maior competitividade para o setor no mercado internacional. ''Ao contrário das medidas emergenciais anteriores, que apenas reduziam o IPI para incentivar as vendas de veículos, o regime representa uma política de longo prazo.''
Ele afirma que espera que o modelo seja repetido para outras cadeias produtivas. ''Para o Paraná, que possui o terceiro principal polo automotivo do País, certamente o regime vai trazer benefícios, já que não apenas as montadoras instaladas no Estado como toda a cadeia de fornecedores terá de investir ainda mais para garantir competitividade.''

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Exigências devem gerar mais pesquisa e empregos

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