Curitiba - O Badep pode sofrer graves sanções se não for feito o pagamento previsto ao Parse. A dívida que a atual gestão herdou é de R$ 39,9 milhões, que devem ser pagos em 36 meses. De acordo com a escritura pública de transação, a parcela não paga sofre reajuste de 12% de juros. Se o banco deixar de pagar três parcelas, o contrato torna-se inválido e o Badep deve arcar com uma dívida de R$ 81 milhões.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai tentar cancelar o acordo. ''A escritura foi assinada de última hora, em um momento em que já havia definição sobre o novo governo e além do mais havia um recurso pendente questionando a dívida'', observou o procurador-geral, Sérgio Botto de Lacerda. Na avaliação do atual liquidante do Badep, Pedro Henrique Xavier, uma ação pública poderia anular o contrato e resgatar R$ 19 milhões já pagos ao Parse.
A última decisão judicial sobre a dívida do Parse é do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, que deu à instituição o direito de receber os créditos, em agosto de 1998. Depois disso, foi apresentado recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o pagamento, mas o processo não foi apreciado. De acordo com Xavier, a escritura firmada implicou na desistência do recurso do STF, mas ele disse que na segunda-feira passada fez pedido ao STF para revalidar o pedido de recurso.
O Parse paga aposentadorias e pensões para cerca de 200 pessoas, entre ativos e inativos. A reportagem deixou recados com o liquidante do Parse, Walmor Portes, mas ele não retornou as ligações. O ex-liquidante do Badep Wilmar Machiaveli e o ex-secretário de Fazenda Ingo Hubert não foram encontrados pela reportagem.

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