O governo terá de alterar a previsão de superávit de US$ 2,8 bilhões da balança comercial para este ano, avaliou ontem o diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Segundo ele, o crescimento acima do esperado das importações de algumas categorias de produtos está prejudicando o resultado da balança comercial, que até agora tinha sido favorecido pelo aumento das exportações.
‘‘O aumento das importações é muito preocupante’’, disse Castro. Além do aumento das compras externas de combustíveis e lubrificantes com a alta do preço internacional do barril de petróleo, o saldo da balança está sendo afetado também pelo crescimento da atividade econômica.
Segundo Castro, estão crescendo em níveis acima do previsto das importações de insumos, bens de capital e bens de consumo, duráveis e não-duráveis. A taxa de câmbio é outro fator, na avaliação do diretor da AEB, que está favorecendo o aumento das importações. ‘‘A taxa de câmbio não está assustando mais’’, observou. ‘‘O câmbio não funciona mais como uma barreira não tarifária’’, disse Castro. Ele prevê uma superávit de cerca US$ 1,5 bilhão.
O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Gianetti da Fonseca, disse ontem que o Brasil está procurando empresas nos setores de biotecnologia, química fina, software, semicondutores e outros de alta tecnologia para que invistam no Brasil. O objetivo é formarem plataformas de exportação no Brasil para vendas à América Latina.

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