Governo vai rever previsão de saldo comercial em 2000
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Agência Estado De Brasília 
O governo terá de alterar a previsão de superávit de US$ 2,8 bilhões da balança comercial para este ano, avaliou ontem o diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Segundo ele, o crescimento acima do esperado das importações de algumas categorias de produtos está prejudicando o resultado da balança comercial, que até agora tinha sido favorecido pelo aumento das exportações.
O aumento das importações é muito preocupante, disse Castro. Além do aumento das compras externas de combustíveis e lubrificantes com a alta do preço internacional do barril de petróleo, o saldo da balança está sendo afetado também pelo crescimento da atividade econômica.
Segundo Castro, estão crescendo em níveis acima do previsto das importações de insumos, bens de capital e bens de consumo, duráveis e não-duráveis. A taxa de câmbio é outro fator, na avaliação do diretor da AEB, que está favorecendo o aumento das importações. A taxa de câmbio não está assustando mais, observou. O câmbio não funciona mais como uma barreira não tarifária, disse Castro. Ele prevê uma superávit de cerca US$ 1,5 bilhão.
O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Gianetti da Fonseca, disse ontem que o Brasil está procurando empresas nos setores de biotecnologia, química fina, software, semicondutores e outros de alta tecnologia para que invistam no Brasil. O objetivo é formarem plataformas de exportação no Brasil para vendas à América Latina.


