O Brasil deverá renovar, por mais um ano ou até mesmo 16 meses, as cotas tarifárias de veículos. Mas o número de unidades da Europa, do Japão e da Coréia que entra no País pagando apenas metade do Imposto de Importação (II) poderá ser reduzido, uma vez que o consumo no mercado interno sofreu uma queda de 20%, entre janeiro e junho de 1998.
As negociações com os japoneses e coreanos foram iniciadas na última quinta-feira pelo subsecretário-geral de Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima. Desde o dia 20 de agosto passado até o próximo mês (quando vence o atual ano-cota) os brasileiros compraram 50 mil veículos.
A cota tarifária foi criada pelo Brasil em agosto de 1996, para compensar as montadoras estrangeiras que, por não terem se instalado no País, deixaram de receber os incentivos fiscais concedidos aos signatários do regime automotivo brasileiro. No primeiro ano-cota, o Brasil importou 50 mil carros: 19,4% da União Européia (UE), 33,1% da Coréia e 47,5% do Japão. A distribuição foi determinada pelo desempenho das empresas nos 40 meses anteriores.
No ano-cota que vence no próximo mês, apesar do volume de veículos importados ter sido o mesmo, a distribuição foi alterada, favorecendo os europeus, cuja participação subiu para 27,02%. Os coreanos e japoneses ocuparam fatias menores (29,58% e 43,40% respectivamente). (A.E.)

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