Governo vai reforçar equipe da Seab, afirma Pessuti
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Vânia Moreira<BR> Equipe da Folha 
Umuarama O governo do Paraná pretende contratar o mais rápido possível novos técnicos para a Secretaria Estadual da Agricultura (Seab) e empresas vinculadas, informou ontem em Umuarama o secretario da Agricultura e vice-governador Orlando Pessuti. Segundo Pessuti, o déficit de profissionais no setor é muito grande e está comprometendo as ações e programas. A Emater deverá ser a primeira a abrir concurso nos próximos dois meses. Até o segundo semestre, a Seab pretende contratar pessoal também para o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
Segundo Pessuti, o governo está fazendo um levantamento do número de funcionários e os quadros mais deficitários em todo o Estado para definir o número de vagas. Pessuti lembrou que há 11 anos o governo não contrata pessoal para a Emater e o Iapar. ''Pelo menos, 150 técnicos devem se aposentar nos próximos 4 anos. Se os quadros não forem repostos, a situação ficará crítica'', disse. O governo também pretende reestruturar a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e contratar mais pessoal para o trabalho de fiscalização dos órgãos de defesa sanitária animal e vegetal da Seab.
O secretário abriu ontem em Umuarama o 4º Show Tecnológico Arenito Caiuá. A mostra, criada em 99, para difundir pesquisas, experimentos e novas opções agrícolas para os municípios de solo arenoso, já é a segunda maior do Paraná, atrás apenas da exposição de Cascavel. O secretário garantiu o apoio do governo Requião ao programa Arenito Nova fronteira que busca a integração lavoura-pecuária para fortalecer a agricultura e economia do Noroeste do Paraná.
A região superou o tabu de que o solo arenoso do Noroeste só se prestava a culturas perenes e está produzindo grãos em larga escala, com índices de produtividade semelhantes aos do solo argiloso. A idéia de plantar grãos, em especial a soja, como forma de recuperar áreas de pastagens degradadas, surgiu em 98 em Umuarama. Para incentivar a integração, a prefeitura criou o Programa de Arrendamento de Terras (Pater). O sucesso do programa, que funcionava como uma espécie de bolsa, abriu um novo campo de pesquisas e investimentos. Em cinco anos, as lavouras cresceram mais de 400%, devendo chegar na próxima safra a 300 mil hectares nos mais de 100 municípios do Noroeste.


