Governo vai queimar 17 mil sacas de café contaminado
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terça-feira, 10 de abril de 2001
Gecy Belmonte Agência Estado 
O Ministério da Agricultura mandará queimar 17.474 sacas de café de seus estoques oficiais, guardadas nos armazéns dos municípios de Maringá, Loanda e Boa Esperança. O produto será queimado porque possui, além dos padrões permitidos pela legislação sanitária, ocratoxina A, um tipo de fungo que causa danos à saúde humana.
A presença da ocratoxina foi constatada em testes feitos pelo Laboratório de Micotoxinas do Ministério da Agricultura, com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. A análise feita por amostragem começou em setembro e concluiu que apenas 0,27% dos cerca de seis milhões de sacas estocadas no País (17.474 sacas) estão contaminadas e devem ser incineradas.
A queima do produto ocorrerá em data a ser determinada pelo governo. Em decorrência desse tipo de problema, o Ministério da Agricultura também decidiu emitir laudos que garantam a sanidade do café de seus estoques, nos próximos leilões que vier a realizar.
O objetivo é assegurar a qualidade do produto à indústria de torrefação, que normalmente compra o café para transformá-lo em solúvel. Os leilões no momento estão suspensos devido à pouca demanda do mercado e não há data definida para serem retomados.
O Ministério da Agricultura também informou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai implementar o Programa de Combate à Formação de Mofo em Café, recomendado pela Organização Internacional do Café (OIC). A OIC recomendou a implementação desse programa ao Brasil, maior produtor mundial de café, e a outros cinco países (também grandes produtores).
A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estão apoiando o projeto.


