Governo vai manter conta no banco
A lei de autoria do Executivo que obriga a manutenção das contas do governo estadual no Banestado, por cinco anos após a privatização, foi aprovada ontem na Assembléia Legislativa, por 27 votos favoráveis e 10 contrários. A mesma lei garante a oferta preferencial de parte das ações pertencentes ao Paraná para funcionários do Banestado.
O projeto foi aprovado em plenário depois que bancada governista votou em bloco contra as 14 emendas propostas pelos deputados da oposição. Os parlamentares também conseguiram aprovar a dispensa da redação final do projeto e a lei deve ser encaminhada ainda hoje para a sanção do governador Jaime Lerner (PFL). O Banco Central exige que essa lei conste do edital de venda do banco, que deverá ser publicado até o dia 30 de agosto.
Não temos outra saída a não ser cumprir o compromisso firmado com o BC e privatizar o Banestado, argumentou o líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB). Ele estima que o valor mínimo de venda possa valorizar em até 40%.
O governo está fazendo uma doação aos interessados em comprar o Banestado, criticou Caíto Quintana (PMDB). Nos próximos 60 meses o governo estadual deve depositar R$ 18 bilhões no Banestado. Aplicando-se as normas atuais do BC, só de rendimento cativo e sem risco algum, o grupo que comprar o banco pode ganhar no mesmo período R$ 1,5 bilhão, só com esta aplicação em títulos da dívida pública federal, disse o líder do PMDB, Nereu Moura.(R.B.N.)





