O governo do Estado vai intermediar as negociações dos bataticultores com os bancos credores, Banco do Brasil e Banestado. A decisão foi tomada ontem, após encontro do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Poloni e do presidente da Agência de Desenvolvimento, Ibrahim Fayad, com os bataticultores. A primeira providência foi pedir ao Banestado a suspensão das execuções.
O líder dos bataticultores, Iolando Wojcik, disse que os agricultores poderão sair de frente ao palácio Iguaçu, em Curitiba, onde estão acampados, após a reunião de hoje que acontecerá na Justiça. ‘‘ Se os bancos suspenderem as execuções e recalcularem as dívidas, nós vamos embora’’, prometeu. O recálculo das dívidas será pedido pelo secretário da Agricultura para atender os agricultores que se acham injustiçados pela cobrança excessiva de débitos.
Wojcik disse que ficou satisfeito com o início das negociações com o governo estadual e espera que os bancos atendam a intermediação dos secretários, para que possam voltar e trabalhar ‘’ com mais tranquilidade’’, frisou. Segundo Fayad, o governo do estado vai colaborar para localizar os excessos de cobrança, como já atuou em outras situações. Das 80 famílias de Contenda que estavam com problemas junto aos bancos, restam 23 famílias que ainda não conseguiram acertar o recálculo de suas dívidas.
Fayad disse que o governo do Estado quer ajudar os bataticultores e está empenhado que situações como esta se repitam. Com a Agência de Desenvolvimento o quadro de inadimplência dos investimentos poderá ser revertido, previu. Isso porque os financiamentos irão atender a agropecuária com prazo de carência compatível com a atividade e conforme a vocação agrícola da região.
Um advogado indicato pela Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná) deverá atuar para que a dívida possa ser contestada judicialmente, disse Wojcik. Hoje havérá uma reunião e se essa solução for viável, os bataticultores voltarão para Contenda, disse Iolando Wojcik.Kraw PenasTréguaBataticultores podem levantar acampamento hoje: há chance de acordo com credoresVânia Casado

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