O governo do Paraná promete voltar a atenção para buscar atrair os próximos investimentos industriais para o interior do Estado. O secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus, ressaltou ontem, na Movelpar, em Arapongas, que a base de incentivos à disposição das empresas que investirem nos municípios do Interior será de 70% a 100%, contra os 50% oferecidos aos investidores de Curitiba e região metropolitana.
Na prática, o anúncio do secretário não traz novidades. O programa Paraná mais Empregos, lançado no primeiro ano do governo Lerner, já prevê a diferenciação de percentual entre interior e Curitiba. O programa existe desde antes das conquistas das montadoras de automóveis, começando pela Renault.
O que o governo está fazendo agora é reforçar uma intenção para mostrar aos críticos de seu governo que ele não tem atenção voltada apenas para Curitiba. ‘‘Todos os incentivos previstos no Paraná mais Empregos serão ampliados para os investimentos feitos no interior’’, confirmou ontem o secretário Nelson Justus.
Anteontem, o governador Jaime Lerner já tinha anunciado a prefeitos que orientou sua equipe econômica para direcionar as negociações com empresas, mostrando que há vantanges em se instalar em outras cidades, que não Curitiba e região. Lerner fez questão de citar, nesta intensificação, a região do Norte do Estado.
O governador antecipou ainda que anuncia nas próximas semanas novos investimentos no interior. Ele não entrou em detalhes, nem de volumes de recursos a serem carreados, para não prejudicar o impacto da notícia, quando confirmada. O secretário Nelson Justus chegou a adiantar que um dos investimentos vai acontecer no município de Cambé - conurbado com Londrina - na linha de metais.
O programa Paraná mais Empregos estabelece que indústrias localizadas em Curitiba e Araucária podem ganhar 50% de carência do ICMS incremental por um período de até 48 meses. As que quiserem se instalar nos outros municípios da região metropolitana ganham 80% do ICMS incremental.
Em Ponta Grossa, Maringá, Londrina e São José dos Pinhais (este último ainda na RCM), o percentual é 70%. No restante do Estado, eles ganham 80%. As fábricas que quiserem entrar num mercado cujo produto não tenha similar no Paraná são candidatas a incentivos de 100%. Pelo Paraná mais Empregos, Curitiba não fica de fora deste privilégio.

mockup