Buenos Aires – O vice-ministro da Economia, Jorge Todesca, anunciou ontem que o governo vai criar um plano para fiscalizar os aumentos de preços dos produtos. Todesca pediu que fornecedores e comerciantes não façam remarcações, apesar da desvalorização, e se comportem ‘‘como em um país normal’’. A fiscalização será feita pela Secretaria de Comércio do ministério e pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Ontem, o governo da Província de Buenos Aires anunciou que vai recorrer à Lei de Abastecimento para garantir o fornecimento de remédios e outros produtos para hospitais públicos. A lei permite punir quem provocar sumiço de produtos para especular preços. ‘‘Suspeitamos que o desabastecimento é de caráter especulativo, por isso vamos usar a lei para superar essa situação’’, disse o secretário de Saúde da província, Juan José Mussi. O estoque de medicamentos oncológicos, insulinas, soros e placas radiográficas está muito reduzido.
Ficaram mais uma vez adiadas as novas regras para a movimentação das contas correntes e de poupanças em pesos e em dólares. O governo pretende aumentar o limite de saque das contas-salário de mil para 1,5 mil pesos e das outras contas de mil para 1,2 mil pesos por mês, e vai determinar como os argentinos poderão usar os dólares depositados nos bancos.
Os depósitos em contas correntes e em poupança e os investimentos em prazo fixo somam US$ 64 bilhões. A expectativa é de que contas e investimentos de até US$ 5 mil ou US$ 10 mil possam ser passados no curto prazo para contas correntes em pesos e sacados na mesma moeda.

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