Governo vai decidir se prorroga na última hora
O objetivo do Governo ao abater a alíquota do IPI sobre as aquisições de veículos novos foi de segurar uma estagnação na economia. Comparando-se os desempenhos do setor antes e após a adoção da medida, entre a primeira quinzena de dezembro e o mês de fevereiro, já é possível afirmar que o negócio está melhorando.
Até outubro, as vendas de carros se mantinham acima das 200 mil unidades. Novembro registrou a queda mais brusca, cerca de 25% a menos que o mês anterior. Na sequência, a reação positiva foi por causa da redução do IPI que resultou num salto de 177,8 mil para 194,5 mil. Isso significa um número cerca de 9,4% maior. A partir daí, a situação se estabilizou como crescente numa proporção de 1,5% em janeiro (197,5 mil) e fevereiro (199,4 mil). Mas se confrontado o montantes vendido nos dois primeiros bimestres de 2008 e 2009, o desempenho ainda está 4,55% menor.
Mesmo com um resultado positivo, o governo por meio do ministro Guido Mantega não confirma a prorrogação por mais três meses o desconto, que passaria a vigorar até junho. Como o interesse por reduções fiscais atinge outras áreas da indústria brasileira há um suspense com relação a decisão. Por isso, ronda nos bastidores que eles pretendem criar uma medida intermediária para tentar segurar a pressão dos outros setores, revela Cláudio Felismino, gerente de concessionária.
Mas ele afirma que ronda pelos bastidores do setor, que a decisão definitiva será divulgada apenas na última semana. A tendência aponta para uma renúncia fiscal menor, por isso o preço do carro vai aumentar. Nós estamos torcendo para que não baixem o desconto no IPI, mas eles não vão conseguir sustentar os valores atuais. O Governo vai deixar para decidir em definitivo se prorroga, interrompe ou lança uma taxa intermediária na última hora, quando não der mais, acredita, mesmo após as afirmações do ministro Mantega.
Diferente do desempenho total do setor seu negócio registrou vendas melhores nos dois primeiros meses desse ano, se comparados ao mesmo período de 2008. De acordo Felismino, a redução incrementou em até 13% as vendas entre entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009. Estou crescendo novamente, comemora.
Felismino calcula que as vendas de dezembro do ano passado cresceram 10%, se comparadas ao mesmo mês de 2007. Em janeiro e fevereiro deste ano, o aumento foi de 13% e 8%, respectivamente, sobre o mesmo período de 2008. Nosso faturamento nesse período foi superior ao do ano passado, quando vivíamos o boom do setor, compara. (R.O.)





