Brasília - O governo usará as compras governamentais para criar uma reserva de mercado para micro e pequenas empresas como parte fundamental de sua política industrial. Os ministros da Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e do Planejamento, Guido Mantega, avaliam que os pequenos negócios têm dificuldades de competir com os grandes fornecedores do Estado e pretendem usar os gastos públicos para fomentar o micro e o pequeno empresários. ''Queremos alavancar a participação dessas empresas nas compras governamentais'', afirmou à Folha de S.Paulo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Planejamento, Rogério Santana, responsável pelo projeto. Nos dois últimos anos, as empresas de pequeno porte foram contratadas para fornecer 13,7% do total das compras governamentais, informa o Planejamento. As microempresas (faturam até R$ 120 mil por ano) ficaram com 4,1% dos contratos; as pequenas empresas (faturam até R$ 1,25 milhão por ano) levaram 9,6% dos contratos. Em 2002, as compras governamentais somaram R$ 14 bilhões. O projeto de lei com as novas regras de licitação, que pode incluir a simplificação das exigências para participação em compras do governo, deve ser encaminhado para o Congresso neste semestre.

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