Gecy Belmonte e Renato Andrade
Agência Estado
O ministro da Agricultura, Marcos Pratini de Moraes, disse ontem que o governo pretende apoiar a comercialização de 12 milhões de toneladas de grãos (arroz, milho, algodão, feijão, entre outros) este ano. Embora o programa ainda esteja sendo finalizado com o Ministério da Fazenda, ele adiantou que no total o governo irá aplicar R$ 726 milhões, que já constam no orçamento do Ministério, na comercialização de produtos agrícolas.
Desse total, R$ 576 milhões se referem a AGFs (Aquisições do Governo Federal) e R$ 151 milhões ao pagamento de prêmios para escoamento do produto (PEP), para compensar o custo do frete para as regiões mais distantes do País. O governo também vai continuar a política de contratos de opção para estimular a produção. ‘‘O objetivo principal desses mecanismos é garantir renda ao produtor’’, afirmou.
Pratini adiantou que, no caso do milho, o governo adotará não só os contratos de opção para 3,3 milhões de toneladas, como fará operações de EGFs (Empréstimos do Governo Federal) para 4 milhões de toneladas do produto. Para arroz e algodão, a intenção é lançar os contratos de opção até o final deste semestre. O governo pretende, através dos contratos de opção, formar um estoque de 1,3 milhão de toneladas de milho.
Já o Banco do Brasil irá financiar através de EGFs a retenção de 4 milhões de toneladas de milho, um milhão de toneladas de arroz, 140 mil toneladas de algodão, e 800 mil toneladas de trigo. Por meio dos contratos de opção, o governo está assumindo o compromisso de adquirir - além de milho - 130 mil toneladas de algodão, 800 mil toneladas de arroz e 700 mil toneladas de trigo.
Na modalidade PEP, o governo vai pagar prêmios para escoamento de até 400 mil toneladas de milho, 150 mil toneladas de algodão, 450 mil toneladas de arroz e um milhão de toneladas de trigo. ‘‘Também estamos avaliando a possibilidade de realizar AGFs para uma pequena quantidade de arroz e feijão’’, adiantou o ministro.
O ministro explicou que apesar de até agora o interesse dos produtores estar sendo pequeno com relação ao leilões para compra de milho, o governo aposta neste mecanismo. ‘‘O objetivo não é comprar o produto, mas assegurar ao produtor que se não tiver mercado o governo irá adquirir o produto’’, afirmou. O governo também começou a lançar contratos de opção de venda para o feijão desde esta semana, porque quer manter os preços do produto. ‘‘O produtor precisa saber que se o mercado não pagar o preço mínimo ele tem para quem vender.’’

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