Governo uruguaio confirma surgimento de febre aftosa
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Agência Folha De Buenos Aires 
O governo do Uruguai confirmou ontem o aparecimento de um foco de febre aftosa no país, em uma propriedade agrícola no Departamento de Soriano, a 90 km da fronteira com a Argentina. Com a confirmação do novo foco foram encontrados 14 animais com a doença , o Uruguai pode voltar a perder o certificado de país livre de aftosa sem vacinação, que havia recuperado em janeiro após ter controlado outro foco verificado em 22 de outubro, no Departamento de Artigas, perto da fronteira com o Brasil. Até a ocasião, havia quase uma década que o país possuía o certificado.
A perda do certificado pode fazer com que o mercado internacional para a carne uruguaia seja restringido. Em 2000, o país atingiu o recorde de exportação de carne, com 270 mil toneladas 20% de suas exportações totais.
O governo uruguaio anunciou a suspensão das exportações de carne e o sacrifício de cerca de 1.500 cabeças de gado na região afetada. Além disso, um isolamento total de 48 horas foi imposto ao Departamento de Soriano.
Temos a firme convicção de que é um foco primário e que está sendo controlado a tempo, afirmou o ministro da Agricultura, Gonzalo González.
O ministro disse que serão tomadas as mesmas medidas adotadas em outubro sacrifício de animais infectados, suspensão imediata de toda a exportação de carne e a proibição do transporte de gado em todo o país , mas descartou a possibilidade de uma vacinação contra a doença.
Acrescentou não saber precisar se a contaminação era procedente da Argentina, mas o presidente Jorge Batlle acusou o país vizinho pelo novo foco. O Uruguai fez tudo o que devia fazer e manteve uma condição de boa conduta sanitária, afirmou o presidente.
Segundo um informe da Organização Internacional de Epizootias (OIE), até a semana passada a Argentina havia detectado 291 focos de aftosa em seu território. Desde fevereiro, com a confirmação do reaparecimento da doença, a Argentina teve restringidas suas exportações.
O aparecimento do novo foco no Uruguai coloca em dúvida as medidas de controle de fronteira adotadas pelos dois países, que incluíam o fechamento de estradas fronteiriças e a desinfecção com iodo das pessoas e veículos que cruzavam a fronteira.


