A indústria deve fazer ‘‘apagões voluntários’’ para tentar se encaixar na cota de racionamento determinada pelo governo. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) defendeu ontem essa idéia. A direção tem informado a seus associados que desligar as linhas de produção é melhor do que ultrapassar a cota.
O governo informou que a indústria terá de consumir entre 75% e 85% do consumo médio registrado em maio, junho e julho. O problema é que, se as empresas extrapolarem esse limite de consumo definido, elas terão poucas saídas. Ou sua energia pode ser cortada por dias ou as empresas precisarão buscar mais eletricidade no mercado livre, que cobra caro pelo kWh, observa Pio Gavazzi, diretor da Fiesp.
A federação considerou o plano de racionamento ‘‘o menor dos males’’. ‘‘O governo colocou o bode na sala. Ou seja, questionou fazer apagão. Agora, tiramos o bode de lᒒ. A entidade não projeta o impacto na produção e emprego.

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