Os municípios terão de concordar com a proposta do governador Jaime Lerner de utilizar o dinheiro do ICMS da Chrysler para investir em recuperação de estradas. A lei que regulamenta o ICMS determina que 75% do imposto fique com o Estado. Os outros 25% são repassados para todas as 399 prefeituras por um cálculo que leva em conta a população e a industrialização de cada município.
O governo terá de negociar com cada prefeito se ele aceita ou não usar a parte que lhe cabe do dinheiro da Chrysler para consertar as rodovias esburacadas. Por enquanto, o governo tem garantido a aplicação de pouco mais de R$ 75 milhões, que é a sua cota no imposto.
Apesar de a Chrysler estar instalada em Campo Largo, o governador Jaime Lerner não incluiu o município no seu plano de investimento do ICMS da montadora. O prefeito de Campo Largo, Affonso Portugal Guimarães (PSDB), não faz parte do grupo que apóia politicamente o governador, que é do PFL. (C.M.)

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