Governo terá nova reunião com Suzuki
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de janeiro de 1998
Carmem Murara Curitiba 
Representantes da indústria automobilística japonesa Suzuki e do governo do Estado marcaram para a próxima semana mais uma rodada de negociações. O encontro está previsto para acontecer em Curitiba e será a terceira vez que eles se reúnem para discutir a instalação da montadora no Estado. Os diretores da Suzuki vão conhecer alguns possíveis locais para erguer a fábrica. A região de Londrina é uma das mais cotadas para receber o investimento.
A Suzuki do Brasil Automóveis Importação e Exportação Ltda, com sede em São Paulo, fornece poucos detalhes sobre os planos da empresa para o País. Mas o gerente de vendas da Suzuki, Hans Walter Prall, adiantou que as negociações com o Brasil aumentaram nos últimos sete meses. Desde junho, recebemos a Suzuki Motors e eles estão se aprofundando no mercado brasileiro, afirmou Prall. Ele disse que tem recebido constantes visitas dos empresários japoneses.
O interesse da Suzuki em se instalar no Brasil aumentou com o fortalecimento da zona de livre comércio do Mercosul. O Brasil é o maior potencial de mercado do Mercosul, afirmou. A Suzuki tem interesse em ampliar as vendas no País, que hoje estão em crescimento. No ano fiscal de 96, a montadora vendeu 6 mil carros. No ano passado, foram 8 mil unidades, segundo o gerente de vendas.
A Suzuki tem metas arrojadas para todo o complexo industrial. A proposta é produzir 10 milhões de automóveis num prazo de 10 anos. Hoje, são fabricados 1,2 milhão. A montadora tem cinco fábricas no Japão de um total de 18 espalhadas pelo mundo. Na América Latina, a empresa está presente na Venezuela, onde formou uma joint venture com a General Motors.
Assim como começou a negociar com o governo do Estado, a Suzuki manteve contatos com estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. O secretário do Rio de Janeiro, Márcio Forte, chegou a declarar meses atrás que a empresa iria para Resende. No Palácio Iguaçu, a confirmação do investimento é esperada para no máximo dois meses.


