O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou nesta terça-feira (2) do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e afirmou que o governo federal adotou medidas para reduzir os impactos da alta do combustível sobre o transporte aéreo.

Segundo o ministro, a elevação do custo do querosene de aviação (QAv), que chegou a subir mais de 50% em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, pressionou diretamente o preço das passagens. “Apesar de o governo não ter culpa do aumento, ele agiu rapidamente para mitigar os impactos dessa crise para o consumidor”, disse.

Ele atribuiu a alta a fatores geopolíticos e afastou responsabilidade interna. “A redução da oferta do combustível no mercado global se dá por uma questão geopolítica. Não houve nenhuma medida do governo que gerasse aumento de custo ao consumidor”, afirmou.

Entre as ações adotadas, Franca destacou a isenção de PIS e Cofins sobre o QAv e o adiamento de tarifas de navegação aérea cobradas das companhias. Os pagamentos referentes a março, abril, maio e junho foram postergados para dezembro, como forma de aliviar o caixa das empresas. “Isso deu um fôlego às companhias em um momento de aumento expressivo do combustível”, explicou.

Tomé Franca também citou a abertura de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para empresas do setor, com condições facilitadas e garantia do governo. Os recursos foram direcionados a companhias como Gol, Latam, Azul e Abaeté, incluindo empresas que operam aviação regional. “São ações concretas para reduzir o impacto do combustível na operação e, consequentemente, no preço da passagem”, disse.

Apesar das pressões recentes, Franca destacou que o país vive um ciclo de crescimento na aviação desde 2023. Segundo ele, o número de passageiros passou de 98 milhões para 130 milhões em 2025. “Tivemos mais de 30 milhões de novos brasileiros voando nesse período”, afirmou.

Os números nacionais contrastam com o cenário enfrentado pelo Aeroporto de Londrina, que apresenta redução de cerca de 10% no número de passageiros nos primeiros meses de 2026, comparado ao mesmo período do ano passado. Sem entrar em detalhes, Tomé Franca falou que espera que as medidas possam fazer a tendência de aumento de passageiros chegar a todas as regiões do país.

O ministro também ressaltou a queda nas tarifas médias nos últimos anos. De acordo com ele, houve redução de 14% no preço médio das passagens na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025. “Podemos baixar mais? Podemos, queremos e estamos trabalhando para isso”, disse.

Ainda assim, o cenário segue desafiador em aeroportos de porte médio, como o de Londrina, onde a redução de rotas e frequências limita a recuperação da demanda. Para o ministro, a aviação tem papel estratégico no país. “A aviação no Brasil não é um luxo. É uma necessidade”, pontuou.

O Bom Dia, Ministro é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e da EBC, e neste programa teve participação de veículos de diferentes regiões do país, incluindo a Folha de Londrina.


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