O governo central, que inclui as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, alcançou em abril superávit primário (despesas menos receitas, sem contabilizar pagamento de juros) de R$ 6,6 bilhões. Esse foi o melhor resultado mensal desde 1998, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa. Com esse montante, o acumulado do ano chegou a R$ 13,3 bilhões, superando em mais de R$ 2 bilhões a meta quadrimestral de superávit de R$ 11 bilhões estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O ingresso das receitas de concessões das bandas D e E de telefonia fixa, que juntas somaram R$ 1,2 bilhão, além dos dividendos pagos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 549,9 milhões e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento (R$ 378,7 milhões) foram os fatores principais para a obtenção do resultado. Essas receitas, entretanto, não estão previstas para os outros meses deste ano.
O secretário do Tesouro Nacional garantiu que, mesmo com os impactos da crise de energia elétrica no desempenho da economia, não haverá modificações das metas de superávit fiscal. Segundo ele, o que pode haver é uma realocação de recursos entre governo central e as estatais federais. Para este ano, está programado um superávit primário de R$ 29,4 bilhões, sendo R$ 23,3 bilhões para o governo central e R$ 6,1 bilhões para as estatais.

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