Governo submeterá ao FMI déficit comercial de US$ 1 bi
Agência Folha
De Brasília
O governo vai apresentar ao FMI (Fundo Monetário Internacional) a estimativa de um déficit próximo a US$ 1 bilhão no resultado da balança comercial deste ano. Avalia-se, na equipe econômica, que não será mais possível reverter o déficit de US$ 773 milhões acumulado de janeiro a setembro deste ano. Por isso, a projeção deverá constar da nova revisão do acordo com o FMI. Uma equipe do Fundo começou ontema quarta revisão do acordo que abriu linha de crédito de US$ 42 bilhões ao Brasil.
Essa revisão irá analisar o cumprimento do acordo, alterar projeções para a balança comercial e a receita das privatizações e colocar à disposição do Brasil a quarta parcela dos créditos vinculados ao acordo (que não deverá ser sacada).
A última versão do acordo, de julho, projetava superávit comercial de US$ 3 bilhões para 1999. No início do ano, o FMI e o governo acreditavam em superávit de US$ 11 bilhões. De julho para cá, o Banco Central reviu a projeção duas vezes. Primeiro, baixou-a para US$ 1,5 bilhão e, depois, começou a apostar em um número próximo de zero.
As apostas do governo para um superávit mais vigoroso ficaram adiadas para 2000, segundo o Banco Central. O resultado depende da recuperação dos preços de produtos de exportações.
Ontem, a missão do fundo liderada pela economista Teresa Ter-Minassian esteve reunida com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, e depois com o chefe em exercício do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Fernando Caldas. Hoje a equipe do fundo deve aproveitar o feriado de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, para realizar encontros internos e voltará a se reunir com representantes da área econômica do governo amanhã.





