O Banco Central baixou ontem medida que sinaliza a manutenção das altas taxas de juros pelo menos até o próximo dia 11 de novembro. Até essa data, continuará suspensa a concessão de empréstimos de liquidez pela linha de assistência remunerada pela TBC (Taxa Básica do BC), hoje fixada em 19% anuais.
Nesse período, os empréstimos de assistência serão concedidos pela Tban (Taxa de Assistência do BC), hoje fixada em 49,75% ao ano. Na prática, isso significa que nesse período a TBC, que é mais baixa, não terá nenhuma influência sobre os juros de toda a economia. As taxas continuarão a ser balizadas pela Tban, que é mais alta.
O governo havia feito o primeiro aumento de juros neste mês, no dia 4, suspendendo os empréstimos pela TBC. Ao baixar a medida, o Banco Central fixou sua vigência até 30 de setembro. Ou seja, se a medida não fosse prorrogada, teoricamente os juros poderiam cair para um percentual próximo de 19% já agora em 1º de outubro. Com a medida baixada ontem, os juros altos terão vida mais longa.
SocorroRumores fortes e detalhados sobre um pacote de ajuda ao Brasil preparado pelo G-7 (grupo das sete nações mais ricas do mundo) circularam ontem com impacto nos mercados asiáticos. Segundo esses rumores, os bancos centrais do G-7 e o governo brasileiro estariam acertando os últimos detalhes de um empréstimo que poderá atingir US$ 50 bilhões. Esse pacote seria anunciado até no máximo o final da próxima semana. Seriam empréstimos diretos dos bancos centrais do G-7 ao governo brasileiro.

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