Governo segura reajuste da gasolina
Divergências em torno de percentual e de subsídios ao gás de cozinha e querosene de aviação impediram o governo de anunciar, ontem, o reajuste do combustível previsto para entrar em vigor a partir da zero hora de sábado. Alguns órgãos de imprensa chegaram e divulgar, logo após o almoço, que o índice médio seria de 14% nas refinarias, pondo fim ao impasse entre os ministérios da Fazenda e das Minas e Energias, que defendiam números diferentes.
Mas surgiram outros problemas: os subsídios ao querosene de aviação, cuja tendência era de ser extinto, e ao GLP (gás de cozinha). Uma decisão difícil neste caso, porque a retirada do subsídio elevaria o preço do botijão em cerca de 30%. Esses subsídios são pagos pelos consumidores da gasolina e, por isso, a demora para um consenso teria adiado o anúncio.
Segundo fontes do governo, o índice já estaria definido, mas por questões políticas e acertos entre os ministérios, não houve tempo de ser divulgado. Tanto que a assessoria de comunicação e funcionários de gabinete do Ministério da Fazenda permaneceram a postos até por volta das 21 horas. Hoje não sai mais nada, comentou uma assessora à Folha.
De qualquer forma, o mercado já faz contas com base no índice de 14%. O presidente do Sindicombustíveis/PR, Roberto Fregonese, disse que o reajuste do preço da gasolina nas refinarias deve provocar um aumento de 9% a 10% nas bombas dos postos do Estado, elevando o litro do produto em torno de R$ 0,12 a R$ 0,14. Significa, portanto, que quem paga atualmente R$ 1,30 pelo litro, vai ter que desembolsar, a partir da zero hora de sábado, de R$ 1,42 a R$ 1,44. O aumento vai entrar em vigor 72 horas após o anúncio oficial.





