Governo revisa metas para cima
Brasília - A alta de 1,4% do PIB no segundo trimestre levará o governo a aumentar a previsão oficial de crescimento da economia neste ano. A previsão atual é de uma expansão de 3,4%. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, informou que o novo cálculo deverá estar pronto até 23 de setembro, quando o governo vai divulgar mais um relatório bimestral sobre a evolução das receitas e despesas do Orçamento de 2005.
Bernardo não quis adiantar qual poderá ser a nova projeção oficial de aumento do PIB. A uma pergunta sobre a possibilidade de a previsão subir para 5%, ele respondeu: ''Possível é.'' Mas logo em seguida afirmou que é preciso ser cauteloso com previsões. Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, os números da economia ''estão apontando concretamente para um crescimento do PIB acima de 4%'' neste ano.
Bernardo também relatou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou ''jóia'' o resultado anunciado pelo IBGE. Na avaliação do ministro do Planejamento, o crescimento do segundo trimestre mostra a recuperação da atividade econômica e, por isso, ele prevê também um bom resultado para o terceiro trimestre do ano. ''A nossa expectativa é de que vá repetir o segundo trimestre'', disse. ''O PIB está bombando.''
De acordo com Bernardo, a expectativa otimista se justifica diante de dados preliminares que mostram um bom desempenho da indústria também em julho. Já Furlan observou que o ânimo do empresariado e o crescimento do mercado interno terão uma influência relevante para o desempenho da economia no segundo semestre.
Ele ressaltou que haverá um efeito positivo na demanda em decorrência do reajuste do salário mínimo, além da continuidade da criação de empregos. ''Também há a perspectiva cada vez mais concreta da queda de juros'', acrescentou. Outro fator que deve ajudar a empurrar a economia, segundo Furlan, é a continuidade do crescimento das exportações. ''Em agosto, teremos o terceiro mês consecutivo de recorde de exportações e de importações'', afirmou. (AE)





