Governo rejeita reajuste da tabela do IR em 20%
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Das agências<BR>De Brasília 
O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, disse ontem que as negociações em torno do projeto que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) estão sendo conduzidas pelo líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Maciel reafirmou que, do ponto de vista da Receita, o ideal é que não haja nenhuma alteração na tabela. Ele se disse contrário à proposta defendida pelo PMDB e pelos partidos de oposição, de corrigir a tabela em 20%, em vez dos 35,29% propostos no projeto original, de autoria do senador Paulo Hartung (PPS-ES).
Segundo Everardo, não sendo possível manter a tabela como está, o ideal seria adoção da proposta já apresentada por ele ao Congresso, de total reformulação da tabela. Essa proposta, porém, foi criticada pelos deputados por criar alíquotas novas, de 30% e 35%. O secretário sinalizou que é possível fazer alguma alteração nessa proposta. ''Há inúmeras combinações possíveis dentre os estudos que fizemos'', disse ele. Maciel participou do 1º Seminário sobre Política Tributária, promovido para comemorar os 33 anos de existência da Secretaria da RF.
No lucro Ao deixar de corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o governo engordou sua arrecadação em R$ 9,2 bilhões desde 1997. As contas são do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco). Caso a tabela não seja corrigida também em 2002, a conta subirá para R$ 14,5 bilhões.
A tabela do IR tributa de acordo com faixas de salário. Rendas líquidas até R$ 900,00 são isentas; rendas entre R$ 901,00 e R$ 1,8 mil pagam 15% e rendimentos acima de R$ 1,8 mil recolhem 27,5%. Desde 1997, esses valores estão congelados. Por isso, toda vez em que algum contribuinte teve aumento salarial nos últimos quatro anos, automaticamente passou a pagar mais IR.


