Londres Após permanecer uma semana na Europa, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, retorna hoje ao Brasil com a prioridade de avaliar um estudo concluído por técnicos de sua pasta que mostra que as exportações em 2003 deverão ter um desempenho superior à atual previsão oficial de crescimento de 10%. Após estudar o documento e conversar a respeito do tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Furlan deverá anunciar na próxima semana uma nova estimativa.
Segundo o ministro, teremos boas notícias no front das exportações nos próximos dias. ''As vendas externas brasileiras estão mais agressivas e a nossa previsão anterior está se revelando muito conservadora.'' De acordo com Furlan, cada ponto porcentual de crescimento nas exportações equivale a US$ 600 milhões de faturamento para o País.
Ele evitou revelar qual será a nova projeção do salto das vendas externas. Mas salientou que as exportações do setor automotivo vêm registrando um aumento superior a 20%, em relação ao ano passado. E prevê que o setor de agronegócios expandirá em pelo menos US$ 3 bilhões o volume de vendas externas.
A indústria calçadista brasileira também está alcançando uma performance acima do previsto. Além disso, Furlan observa uma tendência de recuperação do comércio com a Argentina, que despencou no ano passado. Segundo ele, as vendas brasileiras para o principal parceiro do Mercosul deverão crescer mais de US$ 1 bilhão neste. ''Eu sei que muitos me consideram excessivamente otimista, mas os dados estão mostrando que o comércio exterior brasileiro continua se fortalecendo'', disse o ministro.
Furlan evitou fazer previsões sobre o saldo da balança comercial neste ano. Mas em conversas informais com outros integrantes do governo, o ministro disse que não surpreenderá se o saldo positivo da balança ficar em torno dos US$ 20 bilhões, bem acima dos atuais US$ 16 bilhões previstos pelo Banco Central.

mockup