Brasília - A Petrobras anunciou ontem que a gasolina vai ter redução líquida de 6,5% no preço para as refinarias a partir de quarta-feira. Também vai baixar em 8,6% o preço do óleo diesel. Sem os impostos, a redução da gasolina ficaria em 10%. É a primeira vez desde que assumiu, que o novo governo decidiu mexer no preço da gasolina.
Para o consumidor final, a redução deverá ser de pelo menos 5%, o equivalente a uma média de R$ 0,10 por litro. Isso porque a Petrobras controla apenas os preços para a refinaria.
De acordo com o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, a queda nos preços foi possível diante da redução do dólar e do preço internacional do petróleo. ''A medida é coerente com o regime do mercado aberto da Petrobras. No início do ano, quando houve aumento nos preços de petróleo, a Petrobras não reajustou os preços por reconhecer que era um aumento conjuntural'', disse.
A medida deve segurar a inflação, que demora a ceder, e poderá facilitar a queda na taxa de juros, hoje em 26,5%. Os combustíveis, especialmente a gasolina e o gás de cozinha, têm forte peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o índice de preços oficial do País. Em relação ao gás de cozinha, a Petrobras não anunciou mudança de preço.
A ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia) afirmou que, a cada 5% de redução nos preços da gasolina ao consumidor final, o impacto na inflação é de 0,6 ponto percentual. Dutra afirmou que a Petrobras acredita que os preços internacionais do petróleo continuarão em queda nos próximos meses.
''Historicamente, os preços do petróleo, no segundo semestre, caem. A avaliação é que, salvo modificações drásticas no cenário internacional, o preço do petróleo fique entre US$ 23 a US$ 25 o barril'', disse.

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