Governo reduz estimativa de crescimento
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Adriana Fernandes, Beatriz Abreu e Renata Veríssimo <br> <br> Agência Estado 
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a crise europeia afetará o crescimento do país e provocará uma recessão na zona do euro. Ele reconheceu, pela primeira vez, que o Brasil crescerá menos do que os 4,5% a 5% projetados para este ano, mas o resultado da atividade econômica será superior aos 2,7% apurados em 2011. ''Em qualquer hipótese teremos um crescimento maior do que o que tivemos no ano passado (2,7% de crescimento da economia). Isso porque no ano passado estávamos restringindo crédito e fazendo uma consolidação fiscal'', afirmou.
Com o agravamento da crise internacional nos últimos dias, o ministro avalia que a Europa vive um impasse e prefere não apostar na saída da Grécia da zona do euro. Na opinião de Mantega, essa seria a pior hipótese. Ele ainda aposta na capacidade de entendimento entre os países na formulação de uma política que associe a consolidação fiscal com estímulos à atividade econômica.
A situação europeia, para o ministro, exige uma nova estratégia por parte dos países. A solução por mais austeridade só agravou os problemas e o resultado foi expresso nas urnas. Mantega enfatiza que população europeia não aceita mais austeridade porque esse modelo não trouxe solução aos problemas. Ao contrário, agravou.
O ministro disse ainda que a presidente Dilma Rousseff e todo o governo estão satisfeitos com o patamar do dólar em torno de R$ 2,00. Ele exibiu tranquilidade com a turbulência nos mercados diante da crise europeia e garantiu que governo brasileiro está pronto para reagir. Ponderou, no entanto, os prejuízos e aspectos positivos da crise, com vantagens para o Brasil. A principal delas é a elevação do dólar.
Mantega afirmou que não há pressão inflacionária à vista e que o aumento de preços observados em abril foram pontuais. Ele destacou o aumento do preço dos cigarros e do custo de empregadas domésticas.


