Governo reduz em até50% preços do MAE
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Agência Folha<br> De Brasília 
O governo reduziu em até 50% o preço da energia vendida no MAE (Mercado Atacadista de Energia Elétrica). A medida, que entrou em vigor ontem, beneficia as empresas que precisam comprar energia nesse mercado para compensar consumo acima da sua meta.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o preço do megawatts/hora caiu de R$ 684 para R$ 336 - redução de 50,88%. As principais indústrias do País se concentram em Estados da região Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Essa redução no preço foi possível porque o governo avalia que a situação energética já melhorou desde junho, quando começou o racionamento. No Sudeste e Centro-Oeste, o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas está 3,67 pontos percentuais acima do esperado pelo governo.
Embora o consumo de energia neste mês tenha subido em relação aos anteriores, o governo avaliou que, com a melhora no nível de água, seria possível reduzir o preço da energia no MAE.
O preço do MAE - espécie de bolsa onde é negociada a energia que sobra dos contratos entre geradoras e consumidores - serve para faturar a energia que é cobrada das indústrias que consomem além da cota imposta pelo racionamento.
Na região Nordeste, onde a situação é mais crítica, a redução não foi tão grande. O preço do MAE caiu 17,81%. Desde ontem, o preço é de R$ 562,15 por MWh. Nessa região, os reservatórios das hidrelétricas estão 1,31 ponto percentual acima do esperado.
O preço na região Norte, em racionamento desde agosto, será de R$ 336 por MWh. Na classificação do setor elétrico, essa região é integrada pelo leste do Pará e partes do Maranhão e do Tocantins.
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Gonzaga Perazzo, explicou que os preços do MAE poderão ser alterados a qualquer momento de acordo com avaliações feitas pelo governo. ''Hoje a situação de oferta e demanda de energia é melhor e por isso o preço diminuiu'', explicou. De acordo com essa avaliação, haveria menos pressão sobre o preço da energia hoje do que no início do racionamento.
Nos primeiros 20 dias de setembro, a economia de energia continua abaixo da meta do racionamento no Sudeste e Centro-Oeste, com queda de 18,7%, e no Nordeste, com queda de 16,5%. Apenas a região Norte está cumprindo a meta, com economia de 20,3%. A meta de economia é 20% em relação ao consumo médio de três meses de 2000.


