A Caixa Econômica Federal (CEF) pretende aplicar neste ano R$ 1,5 bilhão em recursos próprios para financiamento habitacional. A informação foi divulgada ontem pelo presidente da CEF, Emílio Carazzai, em São Paulo. A quantia é inferior aos R$ 2,2 bilhões aplicados pelo banco no ano passado. ‘‘O orçamento está abaixo do de 2000, mas nada impede que seja revisto se houver demanda’’, afirmou.
O banco já tem assegurado R$ 3,5 bilhões em recursos do FGTS para crédito imobiliário e saneamento. O montante foi anunciado no final de março e prevê R$ 3,3 bilhões para habitação e R$ 500 milhões para saneamento. Segundo a CEF, a verba total é 15% maior que a do ano passado.
Carazzai condicionou os recursos à revisão de algumas linhas de crédito oferecidas pela Caixa. Programas como o Cartas de Crédito Individual para renda acima de 12 salários mínimos estão deficitários e passam por uma reavaliação.
O presidente do banco explicou que não pretende mudar as taxas nominais de juros (12% ao ano mais TR) nem suspender o crédito. ‘‘Estamos estudando mudar tarifas e prazos de pagamento, por exemplo’’, disse.
Carazzai afirmou que atualmente muitas famílias de classe média que financiam seus imóveis diretos com construtoras ou com outros agentes financeiros quitam o bem em um prazo médio de cinco anos. ‘‘Se isso acontece, há sentido em financiarmos em até 20 anos?’’, questionou.
Segundo ele, a revisão das linhas de financiamento deficitárias foi solicitada pelo Conselho de Administração do banco e deverá ser encaminhada pela diretoria aos conselheiros ainda no primeiro semestre. Ele descartou mudanças nas condições de crédito para imóveis usados e alterações nos atuais limites de financiamento.
Carazzai participou ontem de assinatura de convênio com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamarco) para instalação de postos de atendimento em lojas associadas à entidades.(leia ao lado)

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