Curitiba De acordo com o Palácio Iguaçu, outra cláusula do contrato com a Petrobras que dificulta a comercialização do gás natural no Sul é a do ''take or pay'' (usa ou paga) e ''ship or pay'' (transporta ou paga). Na prática, isso significa que há uma cota mínima a ser cumprida e que, mesmo que não seja consumida ou transportada, deve ser paga.
E a cota destinada ao Paraná é mais que o dobro do total consumido. O governo do Paraná divulgou, no início da noite, que presidente Lula teria se comprometido a discutir com a Petrobas o sistema ''take or pay''.
''Nossa cota é de 1,3 mil metros cúbicos, enquanto o consumo no Estado é de apenas 450 metros cúbicos'', disse o diretor-presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Rubico Camargo.
Além disso, há também no contrato uma cláusula que impede o Paraná de comprar gás natural de outra empresa sem antes atingir a cota estipulada mesmo que o gás seja oferecido por um valor menor do que o cobrado pela Petrobras. ''Isso inibe a exploração dos poços de gás natural que existem no Estado'', protestou Camargo. Ainda assim, o gás natural continua sendo 40% mais barato do que o gás liquefeito de petróleo (GLP). Em relação aos veículos, o gás é 80% mais barato do que o álcool. (M.D.)

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