O governo do Estado recebeu ontem duas sugestões para serem incluídas no edital de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A primeira foi encaminhada pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) que gostaria de ter a garantia de que serão mantidos os convênios para as áreas de educação, ciência e tecnologia. A segunda proposta foi enviada pelos representantes dos funcionários no Conselho de Administração da Copel. Ela trata da opção de compra e venda das ações dos minoritários.
Os dois pedidos serão analisados pelo secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, e depois encaminhados para os advisers que são as empresas que fazem a modelagem e definição do preço para a venda da estatal. Ontem era o prazo final para que fossem encaminhadas as sugestões para o edital, que será divulgado no próximo dia 24.
O conteúdo do documento está em fase de finalização. Ele trará todos os dados possíveis e as regras para a venda. O preço mínimo também será revelado junto com o edital. Por enquanto, o governo não fala no valor que será colocado para a Copel no dia do leilão, mas funcionários próximos ao governador Jaime Lerner dizem que o preço ficará em torno de R$ 8,5 bilhões. Empresas de consultoria que têm feito avaliações paralelas calculam que a Copel vale entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.
O real valor da Copel está sendo analisado pelos grupos que têm interesse na compra da estatal. Elas têm acesso ao ''data-room'' (sala de dados com todas as informações estratégicas da empresa). Ontem mais uma empresa terminou sua visita. Foi a alemã RWE. A norte-americana AES fez a pesquisa até quinta-feira, mas pretende retornar no final de agosto.
Até agora, seis empresas se inscreveram para o ''data-room''. A primeira foi a espanhola Endesa, que, por enquanto, é a única que visitou usinas hidrelétricas da Copel. A francesa EDF e a canadense Hydro Quebec também fizeram visitas. A belga Tractbel pretende fazer consulta ainda neste mês.

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