Governo rebate acusações de SP sobre Porto de Paranaguá
Carmem Murara
De Curitiba
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, garantiu ontem que o Porto de Paranaguá não concede qualquer tipo de benefício fiscal a empresas que utilizam os terminais portuários paranaenses para exportação. A declaração do secretário foi dada para rebater a acusação do governador de São Paulo, Mário Covas, que pretende atacar o Porto de Paranaguá com ações judiciais, a exemplo do que fez com outros setores da economia estadual. Covas afirma que o Porto de Paranaguá está tirando toda a carga do de Santos e oferecendo publicamente incentivos de cinco anos no recolhimento do ICMS além de outros benefícios fiscais, que, depois de 48 meses, poderiam ser novamente concedidos.
Segundo Gionédis, não há provas nem indícios de que empresas estariam sendo beneficiadas com a redução ou ampliação do prazo para pagar os impostos originários da comercialização de produtos.
Gionédis ressaltou que o porto tem se tornado mais atrativo às empresas devido à privatização crescente em setores como o terminal de contêineres, veículos, açúcar e fertilizantes, além dos investimentos em modernização que garantiram mais competitividade. Cerca de 80% das operações do porto estão privatizadas, afirmou o secretário. Outro fator que tem estimulado os armadores a atracar seus navios, em Paranaguá, seria a saturação do Porto de Santos.
O Palácio Iguaçu divulgou ontem uma nota dando detalhes do desempenho do Porto de Paranaguá em relação a Santos. A informação diz que o porto paranaense é 20% mais barato que Santos e que os investimentos feitos em sua modernização ampliaram o volume de carga movimentada. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appas), um navio de fertilizantes com 200 metros de comprimento paga uma taxa de ocupação de R$ 180 para utilizar o cais por seis hora, em Paranaguá, enquanto pagaria R$ 822 em Santos.
A nota da outros exemplos das vantagens de Paranaguá sobre os demais portos e os investimentos feitos nos últimos anos. Somente em 1999 foram investidos R$ 27,3 milhões na modernização do corredor de exportação, reforma de equipamentos e informatização.





