Governo rebaixa inflação em 2000 e 2001
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Agência Folha De Brasília 
As expectativas de inflação para este ano e o próximo foram revistas para baixo pelo Copom na reunião da semana passada. A variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) deve ficar em 6,15% neste ano, o que representa uma redução 0,05 ponto percentual em relação à última previsão.
Ou seja, a meta de inflação de 6% em 2000 será cumprida, já que há um intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A meta para o próximo ano é 4%, com o mesmo intervalo. Para 2001, a inflação esperada caiu de 4,3% para 4,28%, mas o comitê acredita que há chances de o índice fechar o próximo ano ligeiramente abaixo da meta.
A ata deixa claro que há dúvidas sobre o impacto do aumento do salário mínimo na inflação do ano que vem. Nos dias da reunião, ainda não havia decisão sobre o aumento do mínimo para R$ 180 nem a data em que entrará em vigor em abril de 2001.
A nova expectativa para este ano levou em conta, inclusive, o aumento de combustíveis anunciado no último dia 23. O impacto do reajuste para os consumidores foi estimado em 8%.
Para este ano, a estimativa traçada pelo comitê é que o reajuste total dos preços administrados fique em 12%. Para o próximo ano, mantém-se a hipótese de que as tarifas públicas continuem sendo ajustadas acima da inflação.
O crescimento da economia neste ano, ainda avalia o Copom, aumentou a demanda por bens, levando a indústria a trabalhar perto do limite de sua capacidade instalada de produção. Isso aconteceu principalmente no setor de bens intermediários (87,4% da capacidade) e já apresenta reflexos nas importações, o que afeta a balança comercial. Parte do aumento nas importações, ressalva o documento, está ligada a aquisição de produtos que incrementarão as exportações.


