Governo quer vender 22% das ações do BB
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O presidente do Banco do Brasil, Eduardo Guimarães, admitiu ontem que o governo estuda vender ao mercado até 22% das ações da instituição em poder do Tesouro. Segundo ele, essa discussão acabou ficando ''em banho-maria'' depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, já que os atentados derrubaram as cotações dos papéis do BB. O assunto, entretanto, continua em exame no governo.
''Com os ataques, nossas ações desabaram de R$ 11,00 para R$ 8,00 em uma semana e preferimos parar para ver o que iria acontecer'', disse Guimarães. A preocupação maior do banco e do Tesouro é evitar a venda das ações no mercado por um valor abaixo do que consideram adequado. ''Nós temos a perspectiva de lucros crescentes nos próximos trimestres. Mas, enquanto o mercado não tiver essa mesma percepção, pode ser que não valha a pena vender as ações'', afirmou.
O objetivo da operação é ampliar a base de acionistas do BB. A instituição tem hoje 8% do seu capital no mercado, 72% sob controle do Tesouro Nacional, 14% com a Previ e 5% com o BNDES. A meta é elevar a participação do público para até 25% do capital.
Lucros O BB anunciou ontem, em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e às bolsas de valores, que teve lucro líquido de R$ 446 milhões no terceiro trimestre. O resultado é 19,6% maior do que o apurado em igual período do ano passado e 167,1% superior ao registrado no segundo trimestre deste ano. Até setembro, o BB acumula lucro de R$ 750 milhões.


