Brasília - O Ministério da Agricultura quer restringir o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal. O ministro Reinhold Stephanes disse que, em um ano, estarão prontos mapas de zoneamento que indicarão a época e locais adequados ao plantio da cultura. ''Vamos ter um zoneamento da cana com um mapa de restrições, proibindo o cultivo da cana no bioma da Amazônia e do Pantanal, além de outros locais'', afirmou.
Stephanes disse que o governo estuda dar incentivos para o plantio da cana-de-açúcar em áreas abandonadas, especialmente em pastagens degradadas. Outra providência será o lançamento de certificações sócio-ambientais, com garantia de que o método de produção é adequado e justo, desde o plantio até a elaboração do produto final para exportação, que devem considerar inclusive as questões trabalhistas do setor de cana.
''Vamos certificar todo o processo desde o plantio até a exportação, passando pelas questões trabalhistas'', afirmou Stephanes. As medidas são a resposta do governo às críticas de que a cana estaria avançando sobre áreas produtoras de alimentos e na região amazônica. Os dados do último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a cana-de-açúcar, de maio, apontam a expansão da cultura na atual safra em comparação à safra 2006/07. Em Minas Gerais houve aumento de 16,8% na área plantada; em Mato Grosso do Sul, 18%; e no Paraná, 25%. O próximo levantamento deve sair em outubro, em meados da safra no Centro-Sul, que se encerra em novembro.

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