Governo quer os pequenos exportando
Odair StraliottiSacenco, do MICT: desequilíbrioAté o 2002 o Brasil quer dobrar seu volume de exportações em todos os segmentos produtivos, passando de US$ 53 bilhões/ano para no mínimo US$ 100 bilhões/ano, numa média de 14% ao ano. E para cumprir esta meta, o Ministério da Indústria e Comércio deseja ampliar o leque de exportadores, incluindo até mesmo as microempresas neste processo.
O tema foi abordado ontem, em seminário promovido pelo Moda Paraná, na Expoara, pelo secretário adjunto de política industrial do Ministério da Indústria e Comércio, Nilton Sacenco. Segundo ele, apenas 517 empresas são responsáveis por 77% das exportações brasileiras, e isso precisa mudar.
O desiquilibrio é muito grande, e estamos trabalhando para agregar as pequenas e micros empresas neste processo, assinalou Sacenco, destacando que as perspectivas são muito boas, inclusive para o segmento de confecções.
Para agregar novas empresas ao processo, o ministério está oferecendo novas linhas de crédito, apoio logístico - custo de transporte, distribução e armazenamento -, e promoção comercial, porque quem exporta precisa estudar novos mercados e participar de feiras.
De acordo com Sacenco, a questão tributária também merece atenção na busca deste objetivo. Podemos reduzir o ICMS a nível federal, e com a reforma tributária que vem aí devem surgir mais novidades. Ao participar do evento, ele destacou que o Governo federal está preocupado em identificar e incentivar novos polos de exportadores, citando o exemplo dos pólos confeccionistas de Londrina, Apucarana, Maringá e Cianorte, que além de produzir vestuário também passa a criar moda.
O secretário adjunto do MIC fez questão de elogiar, em Arapongas, a eficiência da organização dos empresários da indústria moveleira. Segundo ele, o setor exporta atualmente cerca de US$ 400 milhões/ano e já tem planejado aumentar este faturamento para US$ 2,5 bilhões até 2.002. A proposta dos moveleiros é bastante interessante, tanto que o ministério até criou uma agência de promoção comercial voltada ao atendimento deste segmento industrial, comentou Sacenco.
Sobre linha de crédito ele falou do Proex, do Banco do Brasil, que é específico para equalizar a taxa de juro, colocando-a no mesmo patamar da economia internacional, viabilizando desta forma o perfil competitivo que os exportadores brasileiros precisam ter. As exportações trazem para o país o dólar saudável, que vem para cá e fica, incrementando a produção e gerando empregos, concluiu Sacenco.





