Comitiva de representantes do governo e do setor exportador de carne chega hoje a Bruxelas, na Bélgica, munida de detalhada documentação com o propósito de melhorar a imagem do rebanho brasileiro e, com isso, elevar a qualificação do produto diante dos consumidores europeus. Governo e empresários temem os efeitos do bloqueio (suspenso na última semana) à carne brasileira pelo Canadá e demais países do Nafta e a consequente queda da receita com as exportações, cuja meta, este ano, antes daquele episódio, era alcançar US$ 1 bilhão, 60% dos quais da União Européia.
Na bagagem, a comitiva leva informações sobre o rastreamento dos cerca de 6 mil animais importados pelo Brasil das zonas de risco da Europa, entre as quais França e Alemanha, regiões de incidência da encefalopatia espongiforme bovina (EEB ou mal da vaca louca). A intenção é mostrar que o País tem o perfeito controle do destino dado a esses animais e que a carne brasileira não oferece risco.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, se reúne amanhã, em Bruxelas, com o secretário do Comitê Científico para Avaliação Geográfica de Risco de BSE (sigla em inglês para a EEB) da União Européia, Joachim Kreisa. O secretário irá apresentar informações complementares referentes ao sistema de produção de carnes, programas e controle exercido pelas autoridades sanitárias para prevenir o mal da vaca louca no Brasil.
Fiscalização A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou que irá instalar, até o final desta semana, 18 unidades móveis de fiscalização e educação sanitária na fronteira do Estado com a Argentina. A medida amplia o controle na região para evitar a exposição do rebanho gaúcho ao vírus da febre aftosa, detectado na Argentina. Além disso, a secretaria decidiu instalar sua nona barreira sanitária fixa para desinfecção de veículos e fiscalização de produtos.

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