Governo quer impulsionar nova política industrial no País
A discussão de propostas como esta no governo faz parte, na verdade, de uma articulação crescente para impulsionar aquilo que o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, chamou de ''moderna Política Industrial para o século 21''. Junto com as medidas para aumentar as exportações, a chamada substituição competitiva das importações é parte componente de qualquer definição de política industrial que se queira. Tanto assim que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está licitando a contratação de um amplo estudo sobre iniciativas para tampar o ralo deficitário dos componentes eletroeletrônicos, responsáveis por um sumidouro de US$ 8 bilhões por ano na balança setorial.
Outra iniciativa bem adiantada no Ministério do Desenvolvimento são as conversas com os fabricantes de semicondutores, a parte nobre dos componentes eletrônicos. Individualmente, este é segmento da cadeia em que o País tem o maior déficit, entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões, e nenhuma produção.
Mas esta não é uma conversa fácil, reconhece Sicsú. ''Com os americanos, as coisas vão rápido mas também voltam para trás com a mesma rapidez; com os japoneses, o avanço é lento.'' A novidade é que 70% do caminho já foi percorrido com o segundo fabricante mundial de um segmento vital de chips. ''Seria uma planta de cerca de US$ 3 bilhões no País'', diz Sicsú. Para ter êxito nisso, o governo corre atrás e tenta entender como se pratica em todo o mundo, no segmento, a política industrial. O debate sobre esse tema vai, por isso mesmo, ficar cada vez mais vivo.





